Encerrado o prazo para o registro das candidaturas, a eleição de 2026 entra em uma nova e decisiva fase. A partir de agora, com as chapas oficialmente apresentadas, começa a aparecer com mais clareza quem realmente estará disposto a pedir votos para quem. É verdade que ainda existem exceções previstas na legislação: candidatos podem ser substituídos, em determinadas circunstâncias, até 20 dias antes da eleição, inclusive em situações como renúncia ou indeferimento do registro; em caso de falecimento, a legislação admite substituição mesmo depois desse prazo. Mas essas são situações excepcionais. O que muda, efetivamente, é que a fase das grandes definições partidárias dá lugar à fase dos apoios reais, dos palanques e da disputa pelo voto.
É justamente nesse ambiente que poderá começar o verdadeiro “troca-troca” de apoios para presidente, governador e senador. Deputados, prefeitos, vereadores e lideranças políticas que participaram das negociações para a formação das chapas agora terão de demonstrar, na prática, para quem vão trabalhar. E nem sempre o apoio anunciado oficialmente será o mesmo apoio que aparecerá nas ruas. Insatisfações acumuladas, promessas não cumpridas, contrariedades e disputas internas tendem a aflorar quando a campanha começar a exigir posicionamentos concretos. Em Pernambuco, onde a política é marcada por fortes articulações e rearranjos, será particularmente interessante observar quem permanecerá fiel aos acordos anunciados e quem começará a procurar novos caminhos.
Por isso, os primeiros 20 dias da campanha serão fundamentais para entender os rumos da eleição. Será o período para observar os palanques, as agendas, as declarações públicas, os apoios que serão efetivamente mobilizados e, sobretudo, os movimentos de bastidores. Algumas alianças poderão se fortalecer; outras, que pareciam sólidas, poderão começar a apresentar rachaduras. A eleição entra agora em uma etapa em que lealdade política e estratégia eleitoral estarão sendo colocadas à prova. O discurso ainda será de unidade, mas os movimentos dirão muito mais do que as palavras. É hora de observar. O verdadeiro jogo eleitoral de 2026 está apenas começando.
Pautada por trabalho - O deputado Eduardo da Fonte, candidato a senador, disse à Coluna que não teme nenhum prejuízo ao seu projeto político, em decorrência da candidatura de Mendonça Filho a senador. “Nossa candidatura é pautada em entregas, resultados, equipamentos para hospitais, é pautada pela inclusão, ou seja, em pautas que chegam de fato ao dia-a-dia das pessoas, não é pautada por ser de um lado ou do outro, é pautada por muito trabalho”, disse ele.
Otimista - Quem também concedeu entrevista à Coluna foi Gilson Filho, candidato a deputado estadual, que falou sobre o início da caminhada eleitoral deste ano. “A expectativa muito boa, estamos percorrendo cada município de Pernambuco e percebo que o povo tem reconhecido o meu trabalho. A resposta virá dia 4 de outubro, quando teremos um deputado bolsonarista de verdade eleito deputado estadual”.
Números - O blogueiro Edmar Lyra participou na manhã desta segunda-feira do programa ‘Cidade em Foco’ e comentou o resultado da mais nova pesquisa do Instituto Data Trends para o governo de Pernambuco. A pesquisa trouxe a governadora Raquel Lyra com 44% das intenções de voto, contra 35% do ex-prefeito do Recife, João Campos.
Força motriz - Segundo Edmar, o principal fator responsável pela subida da governadora nas pesquisas é a alta aprovação do seu governo. “A aprovação da governadora, de mais de 66%, é a força motriz do crescimento dela. As entregas da gestão fizeram com o que a aprovação dela subisse e essa aprovação está se transformando em votos”.
Voto casado - Já em relação a João Campos, Edmar Lyra disse que a melhor saída para a sua campanha é nacionalizar sua pauta e ‘casar’ seu voto com o voto do presidente Lula. “João terá que trabalhar para nacionalizar a pauta, casar o voto com o voto de Lula, mostrando que ele é o verdadeiro candidato do presidente no estado”.
Fotografia - “Pesquisa é uma fotografia do momento e até bem pouco tempo essas fotografias eram bem desfavoráveis a governadora, que hoje tem uma posição muito mais confortável”, disse Edmar no programa desta segunda-feira.

