Brasil atinge recorde de 103,1 milhões de ocupados, e rendimento médio cresce 2,8% em 1 ano; massa salarial soma R$ 380,3 bilhões.
A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho de 2026. É uma queda de 0,7 ponto percentual ante o trimestre anterior (janeiro a março), quando estava em 6,1%, e um recuo de 0,4 ponto percentual frente ao mesmo período de 2025 (5,8%).
O número de pessoas desocupadas no país é de 5,9 milhões, uma redução de 10,9% –ou 718 mil pessoas– ante o trimestre anterior. Já a população ocupada atingiu o recorde de 103,1 milhões de pessoas, um avanço de 1,1% na comparação trimestral.
Este é o patamar mais baixo de desemprego registrado para um trimestre encerrado em junho desde o início da série histórica da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (30.jul.2026) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da PNAD Contínua. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).
RENDIMENTO MENSAL E MASSA SALARIAL
O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro foi estimado em R$ 3.738. Embora tenha apresentado estabilidade estatística em relação ao trimestre anterior –quando era de R$ 3.795–, o valor é 2,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A massa de rendimento real habitual, que soma a remuneração de todos os trabalhadores do país, atingiu R$ 380,3 bilhões, uma alta de 3,6% –R$ 13,2 bilhões– na comparação anual.
SUBUTILIZAÇÃO E DESALENTO
A taxa composta de subutilização –que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial– caiu para 12,9%. O contingente de pessoas subutilizadas é de 14,7 milhões, uma redução de 10,1% frente ao trimestre anterior. O número de desalentados –pessoas que desistiram de procurar emprego por não acreditarem que conseguiriam uma vaga– também recuou para 2,3 milhões, uma queda de 14,7% em relação ao 1º trimestre do ano.
DESTAQUES POR SETOR
A expansão da ocupação no trimestre foi impulsionada principalmente pelos seguintes grupamentos de atividade:
transporte, armazenagem e correio:alta de 3,9% –235 mil pessoas;
administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde: alta de 2,6% –489 mil pessoas.
Por outro lado, o grupamento de serviços domésticos registrou queda de 5,0% –289 mil pessoas– na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
Informações: Poder 360.

