O médico e endocrinologista Sebastião Oliveira fez uma pausa na agenda política para chamar atenção para um tema de saúde pública que cresce em todo o mundo: a obesidade. Ontem (4), o planeta voltou os olhares para o Dia Mundial da Obesidade, cujo tema deste ano, “8 bilhões de razões para agir”, faz referência à população mundial e ao impacto da doença na vida das pessoas, independentemente de idade, localidade ou condição social.
Especialista na área, Oliveira reforça o esforço da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) em popularizar a campanha “Acesso Já! Tratamento da Obesidade”. O principal objetivo da iniciativa é garantir o acesso a tratamentos adequados, sobretudo por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sebastião Oliveira destaca a importância de que as mensagens da SBEM sejam difundidas entre a população. Entre os pontos centrais da campanha estão o reconhecimento da obesidade como uma doença crônica e multifatorial, que exige diagnóstico adequado e acompanhamento de longo prazo; o combate ao estigma e à culpabilização das pessoas que vivem com obesidade, fatores que ainda representam barreiras ao cuidado; e a necessidade de um tratamento individualizado, com atuação de equipe multiprofissional, envolvendo abordagem clínica, nutricional, psicológica e, quando necessário, farmacológica ou cirúrgica.
Outro aspecto ressaltado pelo médico é o impacto da obesidade na sociedade como um todo. Segundo ele, a doença interfere em diversos aspectos, como na economia, no aumento das faltas ao trabalho, nos custos do sistema de saúde, nos índices de pobreza e até em fatores relacionados à educação e ao bem-estar das crianças.
De acordo com o especialista, várias doenças estão diretamente associadas ao excesso de peso, entre elas o diabetes tipo 2, a hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.
“A obesidade é uma doença crônica e séria, que muitas vezes vem acompanhada de outros problemas de saúde ou pode agravá-los. É fundamental esclarecer a população e preparar o SUS para atender a essa demanda, que cresce em todo o mundo. Tão importante quanto o conhecimento é garantir o acesso ao tratamento por meio do serviço público. Se a equidade é um dos pilares do SUS, precisamos assegurar que o tratamento da obesidade esteja disponível para toda a população, com diagnóstico adequado, acompanhamento multiprofissional e cuidado contínuo dentro do sistema público de saúde”, destacou o endocrinologista.
Sebastião concluiu reforçando a importância da prevenção e do cuidado: “Cuidar da obesidade é prevenir doenças, reduzir internações e proteger vidas”.

