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Além das divisas: como a cooperação entre cidades do Agreste e Sertão está destravando obras e serviços que pareciam impossíveis
16 de Outubro 2026
Divulgação

Apoiadas no modelo de consórcios intermunicipal, prefeituras pernambucanas mostram que a união de recursos e o planejamento regional têm sido o motor silencioso para resolver gargalos históricos no interior do estado.

Quem vive no interior de Pernambuco conhece de perto a dinâmica: demandas antigas da comunidade que dependem de equipamentos caros, soluções de grande porte ou burocracias pesadas costumavam demorar anos para sair do papel. Hoje, no entanto, um novo modelo de gestão regional vem mudando a velocidade com que os problemas do dia a dia encontram solução nas ruas, nos campos e nos bairros do Agreste e do Sertão.

A resposta não veio de grandes promessas isoladas, mas de uma engenharia de bastidor chamada Consórcio Intermunicipal Dom Mariano (CONDOMAR), com sede em Pesqueira, no Agreste. Ao reunir diferentes municípios em uma única rede de cooperação, o consórcio passou a funcionar como uma central de soluções práticas, permitindo que prefeituras de pequeno e médio porte compartilhem custos, comprem em escala e executem intervenções que seriam inviáveis de forma individual.

Na prática, o cidadão percebe a mudança no cotidiano. Quando uma máquina chega para recuperar uma estrada vicinal por onde passa o escoamento agrícola e o transporte escolar, ou quando ações ambientais e de infraestrutura ganham agilidade, há um trabalho coletivo por trás.

A lógica do modelo baseia-se na eficiência e na aplicação inteligente do dinheiro público. Através da economia de escala, compras e contratações em lote garantem preços significativamente menores para os cofres municipais. Além disso, maquinários, equipes técnicas e insumos circulam conforme a necessidade prioritária de cada núcleo de trabalho, permitindo que cidades sem orçamento para determinados projetos passem a ter acesso direto às soluções.

A consolidação do CONDOMAR sinaliza uma virada de chave no modo como o Agreste e o Sertão pensam o futuro. Em vez de disputar recursos isoladamente, os gestores municipais consorciados vêm demonstrando que o associativismo público é o caminho mais curto entre o diagnóstico do problema e a entrega da solução. Mais do que integrar serviços públicos, o modelo demonstra que a administração pública regional pode ser moderna, transparente e focada em entregar resultados reais para quem vive e trabalha no interior pernambucano.

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