O senador reeleito Humberto Costa (PT) oficiou, nesta quinta-feira (8), autoridades federais para que investiguem, de maneira "imediata e rigorosa", o grande incêndio ocorrido, na noite da quarta-feira, em instalações da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Humberto acionou a Polícia Federal (PF), a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) para que entrem no caso. Paralelamente, conversou por telefone, nesta manhã, com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes.
O senador classificou como "graves e lamentáveis" os fatos noticiados e solicitou aos órgãos do Governo Federal e ao MPF a apuração severa do ocorrido "a fim de esclarecer o triste episódio com todas as suas circunstâncias e prováveis causas". Somente de prejuízos materiais provocados pelo incêndio, a estimativa é de que o valor supere R$ 100 milhões.
No entender de Humberto, para além dos danos patrimoniais, há irreparáveis prejuízos ao ensino, à ciência e à pesquisa, tendo em conta que "cada equipamento, cada amostra, cada registro científico representam investimento público, anos de trabalho e o compromisso de gerações de pesquisadores com a sociedade brasileira".
"O que está em causa, portanto, é um patrimônio de Pernambuco e de todo o Brasil: a capacidade de produzir conhecimento, enfrentar desafios de saúde pública, formar profissionais e, principalmente, construir respostas às necessidades de nosso país", afirmou Humberto.
Assim que retornou de Brasília para o Recife, na manhã desta quinta-feira, o senador ligou para o reitor Alfredo Gomes para prestar solidariedade, atualizar a situação, informar que havia oficiado órgãos federais e o MPF para a investigação e colocar o seu mandato à disposição da UFPE para a reconstrução do que foi perdido. "Todos estamos consternados com o que aconteceu e precisamos de respostas. Tudo tem que ser investigado, todas as linhas, inclusive a de ato criminoso como causa. Queremos a apuração total dos fatos e estamos prontos a ajudar a UFPE na sua recuperação", defendeu o senador.

