Como quem troca de roupa (ou religião), a maior fake news lulista do primeiro turno já foi substituída por uma nova leva de mentiras.
A preocupação da esquerda brasileira com a padroeira do Brasil sumiu da noite de domingo, 4, para a manhã de segunda-feira, 5, após a acachapante votação para a direita no primeiro turno eleitoral.
A intriga de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tramava contra Nossa Senhora Aparecida não foi o bastante para evitar que ele terminasse o primeiro turno à frente de Lula.
Aliás, nenhuma das medidas desesperadas do presidente ou de seus aliados no Supremo Tribunal Federal (STF) deu conta de mascarar a debilidade política de Lula, e talvez tudo isso tenha jogado contra o petista, especialmente a atuação militante dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Novas mentiras
A santa foi usada e jogada fora, e já surgiu uma nova leva de mentiras para tentar desgastar Flávio, já que, aparentemente, as verdades sobre o filho 01 de Jair Bolsonaro não parecem o bastante para a maior porção do eleitorado, pelo menos na comparação com Lula.
A primeira-dama Janja (à direita na foto), que tem atuado de forma especialmente vulgar nesta eleição, disse que Flávio quer que a população trabalhe sete dias por semanas e que ele vai acabar com o programa Farmácia Popular, além de ameaçar o Brasil com uma nova pandemia.
Economistas alinhados ao petismo também passaram a disseminar que o principal índice da Bolsa de Valores subiu expressivos 7,7% na segunda-feira pós-primeiro turno, maior alta desde 2020, porque Flávio “vai desvincular Previdência do mínimo e o mínimo da inflação”, e que o “mercado” está “ganhando dinheiro com a expectativa de que aposentados e assalariados percam dinheiro”.
Na verdade, a alta recorde ocorreu por causa da expectativa de que o próximo governo será menos irresponsável do que o de Lula, que se destacou pela irresponsabilidade econômica.
Fake news
Após mais de sete anos do inquérito das fake news, o tema desinformação foi completamente desmoralizado nesta campanha eleitoral, com direito à abertura de uma investigação, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, baseada em fake news do próprio ministro, que acenou com uma onda de ataques religiosos a dias do primeiro turno.
Se o ensejo servir para diminuir a interferência das autoridades, especialmente do Judiciário, na regulação do que consideram verdade ou mentira, talvez a esculhambação tenha valido a pena.

