Vereadora Eugênia Lima, do PT, se une à chapa de Jesuíno Araújo e conquista espaço na Mesa Diretora da Câmara de Olinda em articulação com forças que integram a base política da prefeita Mirella, da governadora Raquel Lyra e do bolsonarismo.
Na manhã desta sexta-feira, a vereadora Eugênia Lima, do PT, decidiu integrar a chapa do vereador Jesuíno Araújo, aliado da prefeita Mirella, de Sarmento e Jadilson do PL e Denise Almeida da igreja universal, na disputa por espaços na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Olinda.
O resultado da articulação está posto: a composição reuniu forças bolsonaristas que fazem parte da base política da prefeita Mirella e da governadora Raquel Lyra, e Eugênia garantiu uma cadeira na Mesa Diretora.
O movimento chama atenção no cenário político da cidade. A vereadora, que se apresenta como oposição à gestão Mirella, passa agora a participar de uma articulação ao lado de forças que dão sustentação política ao atual grupo de poder na Câmara.
Trata-se, no mínimo, de uma mudança significativa de posicionamento. A decisão sinaliza uma aproximação com setores da direita olindense e coloca uma questão importante para o debate político local:
O que pesou nessa decisão?
O compromisso com o projeto político do partido e do campo progressista ou a busca por um espaço na Mesa Diretora?
Quando um mandato construído no campo progressista passa a integrar uma articulação conduzida por forças de direita para assegurar uma posição na direção da Câmara, surge uma pergunta inevitável:
Quanto custou politicamente esse voto?
A cadeira na Mesa Diretora foi conquistada. Agora, cabe à vereadora Eugênia Lima e à Direção Municipal do PT de Olinda explicar à militância, aos eleitores e aos filiados qual projeto político orientou essa escolha.

